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O boom das constelações familiares

Compreenda por que essa terapia tem feito tanto sucesso e ajudado as pessoas a resolverem questões dos mais diversos tipos.

Estamos todos interconectados e, em especial, temos uma conexão profunda (um vínculo) com a nossa família e com todos os membros dela, sejam desta e até mesmo de gerações passadas – mesmo sem conhecê-los fisicamente. E isso significa, inclusive, que problemas alheios podem afetar nossas vidas. Essa foi uma das grandes descobertas do psicoterapeuta alemão Bert Helinger, que desenvolveu a constelação familiar com o objetivo de colocar ordem na vida das pessoas que sofrem com as mais variadas naturezas de problemas, desde uma enxaqueca até um problema financeiro, afetivo, profissional e, claro, familiar. Nesta entrevista, a renomada consteladora familiar, Zaquie C. Meredith, explica como essa terapia funciona, os seus alicerces, como ocorre na prática e como os problemas são resolvidos. Boa leitura!

 

Por Keila Bis

O que é a constelação familiar?

É um método criado na década de 1970 pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger, que ajuda a solucionar diferentes tipos de conflitos: familiares, de relacionamento, financeiro, na saúde, aspectos da personalidade e outros. Nós estamos acostumados a pensar em nós mesmos de forma individual, mas fazemos parte de vários sistemas. Fazemos parte da família, da comunidade, do bairro, da cidade, do país, da empresa onde trabalhamos, do global, … Estamos interligados – de forma positiva ou negativa. Um dos sistemas mais importantes a que pertencemos é a constelação familiar. Hellinger criou esse método porque ele percebeu que um dos maiores conflitos do ser humano pode vir da própria família. Existe um vínculo entre os membros da família que é quase invisível, mas que é muito forte. Esse vínculo faz com que o destino seja compartilhado pelos membros da família. Então, na constelação, partimos do princípio que, apesar de termos nossa individualidade, estamos profundamente ligados uns aos outros dentro das nossas famílias, com pais, irmãos e até com os antepassados das outras gerações.

 

Como esse vínculo pode afetar a vida de uma pessoa fazendo com que ela tenha o mesmo destino do outro membro familiar?

Existe ao longo das gerações uma necessidade de compensação. Por exemplo: quando o destino trágico de um membro da família não foi suficientemente reconhecido e integrado, uma criança daquela família pode se identificar de maneira inconsciente com tal destino ou com aquela pessoa. Por amor, e de forma inconsciente, ela procura restaurar esse equilíbrio, assumindo a dor da outra pessoa. Dizemos que seguimos o destino de um membro da família por amor ou pela dor. Essa terapia coloca em evidência a conexão que cada membro tem um com o outro. Todos nós temos elos e vínculos muito fortes com a família. Podemos até estar distantes da mãe, do pai, mas, sem querer, podemos estar repetindo o destino negativo de algum membro da família sem saber. Nas constelações, passa a ser reconhecido o que não foi reconhecido e a incluir o que foi excluído, independentemente se foi nesta geração ou na geração passada ou em duas ou três gerações passadas.

 

Quando você diz elos e vínculos muito fortes você está falando de uma herança emocional que recebemos dos nossos antepassados?

Estamos ligados há mais de uma geração dentro da nossa família e além da herança genética, ocorre uma transmissão de informações através do nosso campo, o que chamamos de campo mórfico e nesse campo existe uma espécie de memória coletiva. Podemos ter, então, a memória dos nossos avós, bisavós e, muitas vezes, um sofrimento. Nossos vínculos são quase eternos, mas nós precisamos dar qualidade a esses vínculos, nós não queremos ficar vinculados às pessoas que nos fazem mal. A ideia é que dentro de uma família, acontecimentos e destinos se comunicam através de gerações, mesmo que nada disso sido contado, ou mesmo que não tenhamos tido contato físico, entre essas gerações parece, pela constelação, que nós temos dentro de nós essa memória dos nossos antepassados.

 

Você pode dar um exemplo de como alguém pode assumir a dor de outra pessoa?

Eu tive uma constelação onde a moça havia feito, quando criança, um pacto com a depressão da mãe, para que aquela tristeza passasse para ela e a mãe pudesse ficar livre. Só que ela não ficou e a mãe também não. Então, foi preciso constelar para poder refazer essa trama familiar. A criança acha que amar o suficiente é suficiente para resolver as questões, como se o destino de outra pessoa estivesse em suas mãos, só que isso não é verdadeiro, isso é um amor infantil.

 

Então, muitos dos problemas que se refletem na idade adulta estão associados a fase infantil?

A criança tem um amor profundo pela sua família. Ela acha que pode ajudar a mãe e o pai, principalmente se ela percebe que eles estão tristes ou foram tristes. Muitas vezes, carregamos essa lealdade até a idade adulta. Sem querer, estamos sendo leais ao nosso pai ou a nossa mãe de uma forma negativa. E pode ser que muitas coisas não estejam dando certo na nossa vida dela por esse motivo. É preciso encontrar onde está o amor, em que ponto está esse amor. A criança sente uma necessidade num nível bem arcaico de proteger, de amar a família. Ela acha que se ela carregar a carga dos pais, eles serão redimidos.

 

E como essas questões podem ser resolvidas?

Quando montamos uma constelação, conseguimos perceber a trama, os vínculos invisíveis que estão por trás daquela situação. Assim, é possível refazer os vínculos.

De 98 a 99% das pessoas apresentam uma mudança de vida profunda, não só na sua vida pessoal, mas como na vida familiar, passam a ter gratidão pela família e a família passa a ter força. E depois que a pessoa faz a constelação, ela leva novas imagens do que aconteceu e essas imagens podem afetar o sistema de forma positiva. Elas passam a entender como as relações funcionam e a entender o que há por trás do fracasso e sucesso, como um senhor que não falava com o pai há anos. Após uma constelação, tornou-se um verdadeiro filho e sua relação com o pai foi uma das melhores no final da vida do pai. Outro foi constelar com o objetivo de se divorciar e tudo mudou ao descobrir que a questão primordial era com os pais e com as sucessivas prisões do pai. É importante dizer que é preciso fazer somente uma constelação por tema, por questão. E a família não precisa estar presente.

 

Na prática, como a constelação familiar acontece?

Um grupo de pessoas estranhas, ou seja, que não pertencem ao sistema familiar, se reúnem para participar representando os membros daquele sistema familiar. Mesmo não conhecendo o assunto ou a pessoa que vai constelar, esses representantes são capazes de sentir exatamente o que acontece com os membros daquela família. Por exemplo: havia um senhor que tinha ido para a guerra e teve o braço cortado. O representante não sabia disso, mas segurava o braço e dizia: “Eu sinto dor aqui”. Acreditamos que o grupo nas constelações familiares entram num campo de sabedoria, num campo unificado que chamamos de campo do saber. E esse campo penetra no mais fundo de cada ser e das suas relações. Então, ele entra em contato com um saber que é oculto. E as pessoas que estão representando, os membros da família também entram em contato com esse saber que é oculto.

 

Qual é a filosofia ou quais são os principais alicerces da constelação familiar?

Ela é baseada principalmente em três ordens: a primeira diz que todos os membros de uma família têm o direito de pertencer. Ninguém pode ser excluído. Se houver uma exclusão com algum membro daquela família pode acontecer de um outro membro, desta mesma família seguir o mesmo destino. A segunda é sobre a hierarquia. Os que vieram antes têm precedência sobre os que vieram depois. E a terceira é o equilíbrio entre o dar e o receber. Quando essas ordens são aplicadas num sistema familiar, tudo flui de forma muito boa.

 

Se diferentes questões podem ser tratadas na constelação familiar, por que ela tem esse nome?

Porque começou com questões familiares. E depois foi se desenvolvendo para outras áreas. Já fiz a constelação, inclusive, de uma pessoa que sofria de enxaqueca e com apenas uma constelação as enxaquecas passaram.

 

A constelação familiar é da ordem do tratamento emocional/psíquico ou é da ordem espiritual?

Como a constelação muda a imagem que a pessoa tem de um problema, ela é, portanto, da ordem emocional, social, familiar e espiritual.

 

Há algo que gostaria de dizer e que não foi perguntado?

A constelação é uma filosofia de vida, uma nova maneira de enxergar o mundo, a sociedade, a família e a si mesmo.

 

Zaquie C. Meredith é uma das pioneiras no Brasil no trabalho com a constelação familiar. Além de atender individualmente e em grupo, ministra cursos, treinamentos e workshops e promove formação em constelações sistêmicas. É também autora dos livros A Consciência das Sensações e Constelações (ed. Laços, à venda também em espanhol), É a Fé que Sustenta o Pássaro (ed. Thesaurus) e O que Você Precisa Saber (ed. Otimismo).

Contato de divulgação : www.constelacao.zaquie.com, www.zaquie.com.

Comentários (2)

  1. Maravilhosa entrevista, esclarecedora…
    A cada dia que passa, sinto-me agradecida por participar do grupo de alunos da Zaquie, que ministra maravilhosamente bem os preceitos da constelação familiar… Gratidão sempre!!!

    1. Olá, Silvana!
      A Zaquie realiza um trabalho excepcional!
      E a entrevista dela mostra como ela domina e ama o assunto.
      isto faz toda a diferença, não é mesmo?
      Um abraço!

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