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Há saída para as compulsões

Tratamentos ancorados na sinergia entre psiquiatria, psicologia e terapias integrativas e complementares mostram que é possível voltar a ter uma vida plena

Por Raphaela de Campos Mello

 

Um impulso avassalador, mais forte do que a razão, que culmina numa vida sem freios. Quem sofre de transtornos obsessivos-compulsivos e de dependências químicas se vê refém da vontade incontrolável e repetitiva de comer, jogar, fazer sexo, beber, fumar, entre outras atividades. Um círculo vicioso que prejudica a saúde, os relacionamentos e o andamento do cotidiano.

É sofrido, é penoso, mas, felizmente, não se trata de uma sentença definitiva. Com tratamentos adequados e força de vontade, é possível recuperar a soberania sobre as próprias escolhas e voltar a viver bem, livre dos sintomas e capaz de alcançar objetivos e sonhos.

Para esses casos, o mais recomendável é o tratamento em conjunto. A psiquiatria e a psicologia numa sinergia que traz resultados significativos. Paralelamente à medicação, indicada e acompanhada por um médico psiquiatra, muitos recorrem à Terapia Cognitivo Comportamental, abordagem psicoterapêutica de origem norte-americana, baseada em manuais e técnicas comprovadas pela prática clínica e por estudos científicos.

Segundo Ana Lúcia Pedrozo, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental e Terapeuta Floral, do Rio de Janeiro, para entendermos as compulsões precisamos antes abordar as obsessões, aqueles pensamentos intrusivos e repetitivos, que ocorrem com frequência e de forma excessiva, sem que a pessoa tenha qualquer controle sobre eles. “Esses pensamentos geram muita ansiedade e angústia. Na tentativa de dar conta desse sofrimento e tentar controlar a mente, a pessoa entra com as compulsões, também chamadas de manias”, esclarece Ana.

O ser humano é diverso. Cada indivíduo possui um padrão biológico e emocional e responde à sua maneira às influências do meio familiar e social. Logo, alguns são mais propensos do que outros a apresentar comportamentos obsessivos-compulsivos. O importante é procurar ajuda assim que os primeiros sinais de descontrole aparecerem. “Infelizmente, as pessoas costumam chegar ao consultório quando os danos na vida pessoal, profissional e nos relacionamentos já são severos”, revela a especialista.

No nível cognitivo, essa linha terapêutica trabalha com as crenças que desenvolvemos desde o nascimento na interação com o meio e com os outros. São elas que influenciam nossos pensamentos, emoções e comportamento. Já a parte comportamental do tratamento insere as chamadas terapias de exposição, espécies de tarefas que, gradualmente, vão colocando o paciente em contato com os motivadores da ansiedade e da angústia. “É uma técnica cercada de cuidados e de acompanhamento cujo objetivo é expor a pessoa à essa ansiedade e à essa angústia até que os sintomas vão reduzindo e ela passa a controlar tanto as emoções como os pensamentos”, explica a terapeuta.

Por exemplo, aqueles que têm medo de contaminação (pensamento obsessivo) evitam tocar objetos e maçanetas. Por isso, quando os tocam, lavam muito as mãos, compulsivamente. Na terapia de exposição, o psicólogo e o paciente elaboram uma lista das situações que mais causam ansiedade até chegarem às que soam menos ameaçadoras. Feito isso, começam pelas mais brandas. Se tocar num copo trouxer menos ansiedade do que tocar numa maçaneta, a tarefa começa pelo copo. “Nessa ação, o desafio é sentir a ansiedade e sustentar esse estado sem lavar as mãos. Assim o desespero vai se amainando e a pessoa aprende que a ansiedade diminui sem que ela precise lavar as mãos”.

Outra técnica consiste em substituir a compulsão por algo que a pessoa goste de fazer, que seja prazeroso. Por exemplo, ao invés de comer ou fumar ela vai ler um livro. Com o tempo, a troca se consolida e a pessoa se sente mais no controle das suas escolhas. O cuidado aqui, segundo a profissional, é não permitir que a leitura ou outras atividades passem a ser também compulsões.

 

       Compreendendo as emoções

Seja qual for a forma de compensar o desconforto psíquico, o aprendizado maior consiste em aprender a lidar com as emoções de outras formas, compreendendo seus padrões e origens. Até as compulsões perderem a razão de existir. Não é uma via fácil, sem dúvida, mas, para aqueles que aderirem ao tratamento a melhora é bastante provável.  “É um caminho de autoconhecimento, que, apesar de ter sofrimentos, promove uma mudança significativa na vida dessas pessoas. Tem saída”, encoraja Ana Lúcia.

Às vezes, pode acontecer de os sintomas reaparecerem após um longo período de melhora. Algum evento impactante ou gatilho inesperado desorganiza o emocional e pronto, a compulsão se instala novamente. Mas não é motivo para achar que as coisas serão como antes. Segundo a especialista, na recaída, é importante lembrar que os recursos e as técnicas já foram assimilados e que a pessoa pode se reestruturar com base nesse conhecimento. Mas, se perceber que está muito difícil recuperar o controle por si mesma, o mais indicado é buscar ajuda antes que o quadro se agrave.

Além do tratamento conjunto com psiquiatra e psicólogo, é possível acrescentar um terceiro elemento: alguma prática integrativa e complementar, como os Florais de Bach. A experiência de Ana Lúcia mostra que a combinação dessas abordagens, em sessões separadas, tem sido muito benéfica. “As essenciais florais costumam trazer resultados rápidos, principalmente em relação à redução da ansiedade e da angústia, o que é muito importante quando se trata das compulsões”.

Mesmo que a pessoa esteja tomando medicação, uma coisa não interfere na outra, pois os florais vão colaborando para o equilíbrio emocional. A terapeuta conta que há casos em que a pessoa melhora e vai caminhando para reduzir a medicação até, enfim, retirá-la, com a orientação do psiquiatra.

Fundamental para a terapia floral é identificar os padrões emocionais, ou seja, o que está por trás dessas ansiedades e angústias avassaladoras. “Observamos a nutrição emocional, que está relacionada ao vazio interno, à rejeição, ao abandono, à solidão, panos de fundo das dependências e das compulsões, que também são dependências”, ela destaca.

Se o vazio na alma predomina, o impulso de quem apresenta tendência às compulsões é preenchê-lo de qualquer maneira, seja com comida, jogo, sexo ou substâncias químicas. E para puxar o freio não basta o simples querer. “Não existem dicas para as pessoas fazerem sozinhas em casa, pois elas sofrem de transtornos graves que estão além do seu controle”, alerta Ana Lúcia.  Para sair desse labirinto, é indispensável buscar a ajuda de profissionais sérios e se entregar ao tratamento. Um dia, a vida volta para o eixo. E tudo fica muito mais fácil.

 

Confira, a seguir, os Florais de Bach indicados pela psicóloga e terapeuta Ana Lúcia Pedrozo para os casos de compulsão:

 

Red Chestnut e White Chestnut:  para amainar os pensamentos obsessivos.

Oak: ameniza a ânsia do desejo incontrolável e a angústia.

Chicory:  nutrição emocional e amor incondicional.

Heather: para trabalhar a carência.

Sweet Chestnut: ajuda a trazer a sensação de amparo.

Wild Rose: estimula o amor próprio e o empoderamento

 

 

Contato

Ana Lúcia Pedrozo
Tel. (21) 99619-1853
www.analuciapedrozopsicologa.com

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