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Cada gesto merece a nossa atenção plena

Desenvolvido nos anos 1970, nos Estados Unidos, o mindfulness é um convite para estarmos presentes e livres de julgamentos ao longo de todo o dia.

 

Por Raphaela de Campos Mello

 

De uns anos pra cá, o termo mindfulness se infiltrou no nosso cotidiano. Traduzido do inglês, ele significa “atenção plena”. Em outras palavras, estar presente em cada pensamento, sentimento, sensação, ação, ou seja, se manter verdadeiramente desperto ao longo do dia e livre de julgamentos. Mais do que um tipo de meditação, trata-se de um estilo de vida.

Se vamos à academia para exercitar os músculos do corpo, por que não nos dedicamos ao treino da mente? Um número significativo de pessoas ponderou e considerou este questionamento justo. Na última década, nos Estados Unidos, a prática do mindfulness tem alcançado diversos setores da sociedade – escolas, hospitais, empresas, penitenciárias, exército -, a ponto de batizarem o movimento em prol de uma vida mais centrada de “Mindful Revolution”.

Esta poderosa semente foi plantada nos anos 1970 pelo Phd norte-americano Jon Kabat-Zinn, professor emérito da Faculdade de Medicina na Universidade de Massachusetts e criador do Programa Mindfulness, com duração de oito semanas. Por ser uma prática secular, desvinculada de religião, e com forte aporte científico, ela despertou o interesse de muitas pessoas ao redor do mundo que buscavam uma meditação mais autônoma, sem resquícios devocionais.

“As ferramentas oferecidas pelo mindfulness permitem que a gente se mantenha presente com qualidade, sem brigar com o que está acontecendo no aqui e agora, querendo que ele seja diferente do que é”, afirma a instrutora Milca Ribeiro, de São Paulo. É por isso que Jon Kabat-Zinn insiste em atrelar seu programa à capacidade de se abrir para a vida, para o que está acontecendo à nossa volta e também dentro de nós, sem oferecer resistência, sem buscar rótulos e sem se apressar no julgamento, e sim buscando a melhor maneira de lidar com o que se apresenta. Nesse sentido, mindfulness é também um caminho para a aceitação.

No entanto, em 75% do nosso tempo, nossa mente habita um cenário bem diferente deste. Vive vagando para o passado e para o futuro, o que gera culpa e ansiedade. Ou então, mudando de foco a cada 9 segundos, no máximo. Ter consciência de onde ela está e aprender a lidar com os nossos estados internos é o que se conquista com o treinamento, baseado na auto-observação e na simplicidade.

O praticante é convidado a focar a atenção nos gestos mais corriqueiros do dia a dia, como tomar um cafezinho e lavar louça, e também a praticar a meditação onde quer que esteja. Não há desculpa para não introduzir o método na sua rotina, seja ela qual for. “Para ancorar a atenção no momento presente, recorre-se à respiração, ao corpo e aos sentidos. Não há necessidade de repetir mantras nem de se sentar em posição de lótus”, esclarece a profissional.

 

Múltiplos benefícios

Milca costuma ouvir de seus alunos: “Tenho tanta coisa pra fazer e você quer que eu pare tudo e faça nada?”. Pois esse “nada” permite que o cérebro desenvolva outra forma de pensar, que passa pela contemplação. Com isso, a pessoa deixa de se perder facilmente em pensamentos e estimula o crescimento da massa cinzenta. Além disso, a conexão com o corpo melhora, assim como a percepção dos nossos limites e o funcionamento do sistema imunológico.

Na prática, o empenho se reverte em maior clareza mental, foco e criatividade; melhora no processo de tomada de decisões; maior capacidade de fazer escolhas conscientes; melhora na capacidade de lidar com problemas; resiliência emocional (desenvolvimento da inteligência emocional); relaxamento, calma; redução significativa do nível de estresse. “Com mais espaço e clareza mentais é que começam a surgir as ideias que a gente tanto busca”, destaca Milca.

Neste mundo imediatista, acelerado e multitarefa, em que a atenção se fragmenta em diversos pontos simultâneos, é desafiador abandonar o piloto automático e começar a navegar contra essa correnteza avassaladora. Por isso, a instrutora recomenda iniciar pelas pequenas coisas. Uma de cada vez. Por exemplo, tomar banho, lavar a louça ou beber café estando completamente presente ali, sem pensar em mais nada.

Se você estiver na empresa, por exemplo, ao invés de engolir o cafezinho pensando na reunião que acontecerá na hora seguinte, sinta o gosto da bebida, sua temperatura, seu aroma. Se o pensamento vier – e ele virá, porque essa é a natureza da mente -, traga gentilmente a atenção de volta para a xícara. Depois, ao caminhar para a sua sala, preste atenção em cada passo ou na sua respiração. Escolha uma atividade corriqueira por dia para começar a vivenciá-la com atenção plena.  “Essas pequenas ações ao longo do dia vão ajudando no controle da ansiedade e funcionam como uma educação mental para trazer a mente para o agora”, frisa a instrutora.

Quando essa prática estiver firmada, será mais fácil parar para meditar do jeito tradicional, seja observando a respiração, o corpo e as sensações que nos visitam, sem se apegar a elas nem rejeitá-las. Mas é preciso ser muito cuidadoso, pois, segundo Milca, a meditação ancorada na respiração não é recomendada para casos mais delicados. “Quando fecham os olhos para meditar, atentas à respiração, pessoas com crise de ansiedade e síndrome do pânico podem piorar a situação. Então, nesses casos, é melhor focar nos sentidos ou tentar relaxar cada parte do corpo. E só adiante, quando houver melhora, se guiar pelo fluxo respiratório”, ela alerta. Por essas e outras, é fundamental, no início, buscar a orientação de um profissional qualificado, que entenderá qual é o melhor caminho para cada um.

Se você se entusiasmou, saiba que, segundo os neurocientistas, 3 minutos de prática diária já causam alterações cerebrais. Mas a sessão mínima recomendada pelo programa é de 20 minutos. Para quem sofre de depressão ou apresenta uma ansiedade muito alta, são recomendados 45 minutos diários, de uma só vez. “Mas, durante o dia, se sentir que começou a ficar ansiosa, preocupada, com a mente vagando, pensando coisas negativas, faça uma meditação de três minutos, uma pausa para respirar, para observar o que está se passando naquele instante”, sugere a especialista.

De pouquinho em pouquinho, você estará proporcionando uma mudança permanente não só no seu cérebro, mas, sobretudo, no seu jeito de ser e de estar no mundo. Como diz Jon Kabat-Zinn, “atenção plena é consciência”. E pode ser cultivada a qualquer momento, transformando a qualidade da nossa experiência e os nossos relacionamentos com os outros e com o mundo.

 

Milca Ribeiro

Praticante de yoga e meditação há 15 anos, Milca Ribeiro é instrutora de mindfulness pelo Mindfulness Training International (MTI), especializada em Hatha Yoga pela FMU e pelo Instituto Yoga Terapia, com curso de aprofundamento em Meditação e Vedanta pelo Instituto Yoga Terapia, em Reiki pelo CEATA, Terapeuta TFT pelo TFT Brasil e Coach Cognitivo Comportamental pela CETCC. Sua missão é integrar pessoas e facilitar o caminho para o autoconhecimento a partir da sua experiência pessoal, de forma única, mesclando técnicas de Yoga, Coach, TFT e Mindfulness de acordo com a necessidade do aluno no momento presente.

 

Contatos
Cel. (11) 97433-9008
milca@mindfulyoga.com.br
www.mindfulyoga.com.br

 

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