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Aromas para os pequenos

De um jeito lúdico e prazeroso, a aromaterapia cuida da saúde física, mental e emocional das crianças.

POR RAPHAELA DE CAMPOS MELLO

Cheirinho bom, que acalma o coração e ajuda a organizar as coisas dentro da gente, é sempre um bálsamo, em todas as etapas da vida. Sutil e prazerosa, a aromaterapia, que se vale dos princípios ativos dos óleos essenciais – substâncias mais puras encontradas nas plantas -, tem muito a contribuir para o bem-estar infantil. “No nível da alma, ela atua como um abraço”, compara a naturóloga Bruna Vannucchi, que também coordena os cursos da Blossom Educação em Terapias Integrativas, braço pedagógico do Grupo Healing.

Esse “abraço” é fruto de uma alquimia profunda. Quando inaladas, as informações químicas presentes nos óleos essenciais atuam sobre vários sistemas, como o nervoso, o imunológico, o cardiovascular, o linfático, o respiratório, entre outros.

“Essas substâncias percorrem dois caminhos: um deles é a entrada na corrente sanguínea, através das membranas mucosas, resultando em efeitos físicos; o outro é a recepção do sinal eletroquímico pelas células receptoras sensoriais, que estimulam o bulbo olfativo e o sistema límbico (responsável pelas emoções), gerando efeitos emocionais”, explica a especialista.

 A via de mão dupla percorrida pelos aromas permite que sintamos tanto sensações ligadas à nossa memória olfativa, que varia de pessoa para pessoa, quanto efeitos químicos em nosso corpo. Um exemplo clássico vem do óleo essencial de lavanda. “Em geral, ao sentirmos o aroma da lavanda, somos tomados por uma sensação de acolhimento, calma, cuidado e aconchego devido às fragrâncias suaves dos produtos para bebês e de autocuidado, como cremes hidratantes ou óleos relaxantes, e também porque uma das propriedades deste óleo é sua ação neurossedativa”, explica Bruna.

Bebês, crianças e adolescentes podem contar com esse delicado e efetivo caminho de cura, desde que o quesito segurança seja respeitado. Isto envolve bom senso, conhecimento mínimo sobre as propriedades e a qualidade dos óleos essenciais, além de suas dosagens adequadas e as melhores formas de uso externo.

“A aplicação mais indicada para as crianças é via evaporação no ambiente, através de um difusor aromático próprio para o uso de óleo essenciais (de preferência, o elétrico, por ser mais seguro) ou sprays. Para uso tópico, como uma massagem, diluir o óleo essencial em creme neutro ou óleo vegetal, como semente de uva ou amêndoas”, recomenda a naturóloga.

É um equívoco acreditar que, por se tratar de um produto natural, o óleo essencial não faz mal ou não apresenta nenhum risco. “Isso é um mito, pois, uma vez que há presença de princípio ativo, existem contraindicações e cuidados no uso”, alerta a especialista. De maneira geral, ela esclarece, o uso de óleos essenciais não é recomendado para pessoas que sofrem alergias específicas a algum componente do óleo e gestantes ou lactantes não devem utilizar certas formulações. Portanto, o ideal é procurar um profissional capacitado ou se informar de maneira correta, com fontes seguras, sobre os óleos essenciais que pretende utilizar.

Se o seu filho está em tratamento homeopático, saiba que não há indícios de que a aromaterapia possa interferir de forma negativa nesse processo, porém, em relação ao tratamento alopático, existem ressalvas. “Por conterem princípios ativos que resultarão em respostas do nosso organismo, alguns óleos podem interagir com alguns medicamentos, por isso a utilização e a diluição devem ser muito conscientes”,ressalta Bruna.

Auxílio valioso

A aromaterapia para os pequenos pode ser útil em casos de dificuldade para dormir, ansiedade ou estresse diante de muitas cobranças e/ou afazeres, além de dores como as do crescimento, por exemplo, ou quando eles praticam muitos exercícios físicos. Pode também ser utilizada quando estão tristes por diversas razões ou se sentem desanimados, quando têm dificuldade de comer por falta de apetite e ainda como profilático para evitar doenças infecciosas como gripes e resfriados, principalmente durante o outono e o inverno.

Atualmente, contudo, os casos mais recorrentes são de ordem emocional. “Noto um número cada vez maior de pacientes (independente da idade, inclusive) cujas queixas e desafios se encontram principalmente no âmbito da ansiedade”, revela Bruna. O pano de fundo desse quadro diz muito sobre o mundo acelerado em que vivemos. As crianças estão assoberbadas pelo excesso de afazeres – que rouba o espaço do brincar – e acabam se cobrando além da conta. Além disso, querem que seus desejos se realizem de forma rápida, sem falar nos medos infantis suscitados por monstros e pesadelos, como também pelas dores da vida real, sobretudo pela separação dos pais e pelos desafios na escola: se sentir encaixado no grupo de amigos, conseguir ter um bom desempenho escolar e, claro, o bullying.

Felizmente, os resultados da aromaterapia em crianças tendem a ser rápidos, principalmente em relação aos aspectos emocionais. “Os efeitos geralmente são sentidos em poucos minutos após a inalação de um óleo essencial, por exemplo”, garante Bruna. E a aplicação pode ser lúdica e prazerosa. Os menores costumam se encantar com as embalagens, acham que são brinquedos.

“É importante elas terem esse contato, poderem tocar nos frascos, mas a manipulação ao abri-los deve ser sempre sob supervisão e auxílio de um adulto, uma vez que os óleos essenciais são concentrados e, em sua maioria, não devem ser aplicados diretamente na pele”, orienta a naturóloga.

Além de deixá-los sentir o aroma (inalando a uma distância segura direto do frasco ou colocando algumas gotas em uma fita olfativa/algodão), a profissional costuma criar com eles um spray de ambiente que é como uma “ferramenta mágica”, direcionada para as queixas principais (ansiedade, medo, momentos de tristeza, entre outros). “É muito importante que as crianças gostem e se sintam confortáveis ao utilizar os óleos essenciais, pois a experiência com a aromaterapia busca um equilíbrio emocional”, ela frisa.

Ouvir o que os pequenos têm a dizer é essencial. Na interação terapêutica, além da conversa, entram desenhos, histórias, teatros e brincadeiras. No entanto, a presença dos pais e/ou responsáveis é imprescindível, porque, dependendo da idade, a criança ainda não consegue elaborar de maneira clara como se sente, o que de fato a incomoda ou qual seria o objetivo principal do tratamento.

A aromaterapia é um bálsamo para dores advindas de traumas, situações conflitantes, estresse, angústias e preocupações. E, para as crianças, pode ser ainda uma iniciação no sentido de estimular o autoconhecimento, o respeito ao próprio ritmo, aceitação das suas escolhas e amor-próprio. Desde cedo, elas aprenderão que, diante das dificuldades, podemos sempre nos oferecer um “abraço”.

A seguir, a naturóloga Bruna Vannucchi indica os óleos essenciais utilizados em situações  comuns às crianças, mediante dosagens e diluições adequadas e seguras:

Para ansiedade, dificuldade de dormir: 3 gotas de óleo essencial de Lavanda (Lavandula officinalis/angustifólia) no difusor aromático elétrico no ambiente para calma, conforto e relaxamento. Para bebês, diluir 1 gota do óleo essencial de Lavanda em uma colher de sopa de sabonete líquido neutro ou álcool de cereais e acrescentar na água do banho, de preferência, antes de dormir. Para crianças de qualquer idade, outra forma de aplicação seria diluindo 1 gota do óleo essencial em 1 colher de sopa de creme neutro ou óleo vegetal de amêndoas e fazer uma massagem suave nos pés dos pequenos.

Para quando estão tristes, desanimados ou têm dificuldade de apetite: 3 gotas do óleo essencial de Laranja Doce (Citrus aurantium var. dulcis) no difusor aromático elétrico no ambiente. Esse óleo essencial tem propriedades revigorantes e estimula o apetite.

Para dificuldade de concentração: para crianças maiores, em idade escolar e épocas de provas, utilizar 5 a 7 gotas do óleo essencial de Limão Siciliano (Citrus limonum) no difusor aromático elétrico. Este óleo estimula a atenção, a concentração e o foco.

Bruna Vannucchi

Naturóloga formada pela Universidade Anhembi Morumbi desde 2010. Atualmente, trabalha com atendimentos em Naturologia em consultório particular e coordena os cursos da Blossom Educação em Terapias Integrativas – Grupo Healing. Também atua como facilitadora de cursos e palestras sobre as Práticas Integrativas e Complementares e realiza pesquisas científicas na área.

Contato: bruna_naturologia@hotmail.com

 

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